Notícia

27/1/2010

‘Bicicletas’ trazem cultura a alunos

Alunos do Colégio PoliBrasil receberam família que há 16 meses pedala pelo mundo

 

 

A família Verhag saiu da Austrália em bicicletas duplas - chamadas tandem - e riscaram o mapa da América Latina até chegar ao Brasil para trocar experiências e conhecer novas culturas.

 

O casal Michael e Ciska, 48 anos, e os filhos Sammy e Jesse, 11 e 13 anos, estão na estrada desde setembro de 2008 e nos mais de oito mil quilômetros de aventura passaram por países como México, Guatemala, Costa Rica, Equador e Bolívia. Eles estiveram ontem no Colégio PoliBrasil, onde conversaram com os 90 alunos do ensino médio e dos cursos de inglês.

 

A viagem pela cultura mundial começou às 10 horas e só foi encerrada às 12 horas, sob o protesto de alunos que ainda tinham muito que perguntar aos Verhage. "Como Sammy e Jessé estudam? Onde vocês dormem? Vocês não têm medo de assalto? Pretendem lançar um livro sobre suas histórias?". Esses e outros questionamentos garantiram momentos de concentração, risadas e muita interação entre os jovens.

 

Para a vice-diretora do Grupo PoliBrasil, Fernanda André, o resultado do encontro foi excelente. “Quando soubemos que a família Verhage estava em Piracicaba entramos em contato. Eles imediatamente aceitam falar com nossos alunos sobre suas viagens, aventuras e cultura. Tenho certeza que a experiência foi inesquecível para todos.”

 

PEDALANDO. No fim do ano passado, os Verhage chegaram em Piracicaba para descansar na casa do irmão de Michael, Franciscus Linderkamp.

 

Michael e Ciska estão juntos há três décadas e já percorreram parte do mundo a pé com mochilas nas costas, conhecendo Israel, Egito e América Latina. Há cerca de vinte anos descobriram a paixão por pedalar, passando por Bali, Singapura, Malásia, Sumatra e todo o território australiano.

 

Desde pequenos, os meninos escutavam as histórias dos pais aventureiros e tiveram vontade de seguir seus passos. "As viagens são muito mais que um passeio ou um roteiro turístico. Queremos conhecer culturas, religiões e respeitá-las, tendo motivos para ajudar as pessoas", conta Michael.

 

Sammy e Jesse aprendem tudo com seus pais. A escola foi trocada pela experiência vivida nas viagens e no esquema ao vivo de conhecimento do mundo. Sempre que conhecem um país diferente, estudam sua moeda, animais, população, extensão territorial, clima, idioma, etc.

 

"Eles sentem a geografia na pele. Pisam no território, respiram o ar. Não aprendem apenas pelos mapas. São lições que eles não esquecerão jamais", defende o pai. Além do holandês, as crianças já sabem falar fluentemente o inglês e espanhol, e já arrastam um pouco de português. Num computador de bolso, andam com um software educativo e registram suas observações pessoais num diário, publicado no site www.crazyguyonabike.com.

 

O futuro ainda é incerto para os Verhage. No Brasil, ficam até pouco depois do Carnaval, quando acaba o visto para a permanência no país.

 




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